O linfedema no câncer de mama
Linfedema é o acúmulo de líquido intersticial rico em proteínas de alto peso molecular. No linfedema, o sistema linfático não é capaz de drenar eficazmente a linfa de uma determinada região do corpo, por alterações na estrutura ou na função linfática.
Não tratado, o linfedema leva a uma inflamação crônica, infecção e endurecimento da pele, que resulta em maior dano aos vasos linfáticos e alteração da forma das partes do corpo afetadas.
O linfedema se desenvolve lentamente e uma vez presente é evolui de forma progressiva.
Pessoas podem nascer com alguma alteração linfática (Linfedema Primário) ou pode ocorrer após lesão do sistema linfático, como no câncer e seu tratamento, traumas, infecções e queimaduras (Linfedema Secundário).
O linfedema após tratamento do câncer de mama é bastante estudado, mas o linfedema pode ocorrer após outros tipos de câncer, como melanoma, tumores de cabeça e pescoço, sarcomas, tumores ginecológicos, dentre outros.
O linfedema não tem cura, mas pode ter um tratamento de sucesso, com diagnostico e tratamento adequados e com profissionais fisioterapeutas bem treinados.
Tratamento
Terapia descongestiva complexa ou como conhecemos no Brasil: Linfoterapia, é o principal tratamento para linfedema. Consiste em duas fases: a fase I, de redução do volume e melhora da qualidade, dureza e textura da pele e a fase II, de manutenção dos ganhos obtidos na fase I.
A Linfoterapia diminui o inchaço, reduz a fibrose e melhora as condições da pele, aumenta a drenagem linfática de áreas congestionadas, reduz risco de infecções, reduz desconforto e melhora qualidade de vida e funcionalidade dos pacientes com linfedema.
Fonte: Angela Marx

