Dor de cabeça tensional
De modo geral, as cefaléias estão entre os principais motivos que levam a procura de auxílio médico e tanto o seu diagnóstico, como o seu tratamento, são baseados em uma ampla abordagem clínica envolvendo conhecimentos anatômicos, fisiológicos e farmacológicos que envolvem diferentes vias do sistema nervoso central.
O termo cefaléia primaria é utilizado quando a cefaléia constitui o próprio distúrbio de base, excluindo-se uma causa exógena predisponente. Estão associadas, na maioria das vezes, a quadros crônicos constituindo uma das grandes causas de incapacitação às atividades diárias e redução da qualidade de vida.
Cefaléia Tensional
É a causa mais comum de cefaléia primaria, variando de 30-78% de prevalência em diversos estudos. Normalmente é caracterizada por um desconforto bilateral, de caráter constritivo, em faixa, com lenta progressão, oscilando em intensidade, sem a presença de náuseas ou vômitos, com duração de 30 minutos a sete dias e são divididas de acordo com sua frequência em três grupos:
• Cefaléia tensional episódica de baixa frequência
• Cefaléia tensional episódica de alta frequência
• Cefaléia tensional Crônica
Cefaléia Tensional de Baixa Frequência
De pouco impacto na vida social dos pacientes, esse tipo de cefaléia não é alvo de grandes atenções na prática clínica. Seu diagnóstico é definido pela international classification of headache disorders II (ICHD-II) de acordo com os critérios abaixo:
• Presença de no mínimo 10 episódios, ocorrendo menos de uma vez ao mês preenchendo os demais critérios.
• Duração de 30 minutos a 7 dias
• Apresentar no mínimo duas das características a seguir: localização bilateral; qualidade em aperto; leve a moderada intensidade; ausência de agravamento por exercícios de rotina.
• Não apresentar náuseas ou vômitos e ser acompanhada de apenas fono ou fotofobia
Cefaléia Tensional de Alta Frequência
Diferentemente da cefaléia de baixa frequência, pacientes com varias crises de repetição de cefaléia tensional tendem a apresentar maior ocorrência de incapacidade e essa afecção tende a diminuir bastante sua qualidade de vida. De acordo com a ICHD-II o diagnóstico de cefaléia de episódica alta frequência difere somente no que tange ao número de episódios sendo caracterizada por mais de 1 episódio e menos do que 15 durante um mês.
Cefaléia Tensional Crônica
Aqui o caráter incapacitante é ainda mais pronunciado e novamente a única diferença de critério é o número de crises. Para ser definida como crônica, a cefaléia tensional precisa ocorrer mais do que 15 vezes ao mês (> 180 dias por ano).
Tratamento
O tratamento abortivo das crises agudas pode ser realizado com analgésicos simples como paracetamol, dipirona ou AINEs uma vez que a sua dor tem caráter de leve a moderado. Técnicas de relaxamento e uma abordagem comportamental são muitas vezes efetivas ajudando a reduzir as crises.
Gatilhos comuns para a cefaleia tensional As situações que costumam engatilhar a dor de cabeça ou Cefaleia tensional incluem: * Trabalhar na mesa do computador por longos períodos de tempo. * Má postura. * Flexão lateral do pescoço prolongada, como por exemplo segurar o fone com o ombro. * Tensão no olhos. * Estresse. * Ansiedade. Algumas formas de reduzir e prevenir os sintomas da cefaleia tensional incluem: * Fazer pequenas interrupções ao trabalhar no computador e realizar alongamentos e exercícios. * Procurar aliviar o estresse e ansiedade com atividades relaxantes como pilates, escutar música, massagem, etc. * Elevar o nível de atividade física; * Melhorar a postura.

Fonte: Medportal
