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Como o Pilates ajuda na dor Cervical

Joseph Pilates dizia “Se aos 30 anos você está sem flexibilidade e fora de forma, você é um velho. Se aos 60 anos você é flexível e forte, você é um jovem”.

Você já deve ter conhecido algum aluno entrando no seu estúdio se queixando de dores no pescoço, não é mesmo?

A dor cervical é uma patologia comum no mundo atual. Ela pode ser considerada uma consequência do uso da tecnologia atualmente. Pois afeta diretamente o pescoço, que é quem controla os movimentos da cabeça em relação ao resto do corpo.

A dor cervical (popularmente conhecida como cervicalgia) é um dos problemas mais comum da vida moderna. Sua incidência aumenta com a idade e tem prevalência de aproximadamente 23% da população (Bovim et al., 1994). O uso crescente de smartphones e computadores ocasionam a postura incorreta de anteriorização da cabeça, favorecendo o desenvolvimento da disfunção cervical.

A coluna cervical suporta o crânio que pesa entre 4,5-5,5kg quando em coluna neutra. O estudo americano de Kenneth Hansraj, mostrou que quando utilizamos um smartphone, o peso do crânio aumenta proporcionalmente ao grau da flexão cervical, de modo que em 60° de flexão o peso do crânio chega a 27,2 kg.

Com a sobrecarga por longos períodos pode desencadear a desde a dor localizada na cervical e/ou em ombros até as hérnias de disco.

O Pilates é um excelente tratamento na dor cervical. Isso porque promove a estabilização da região com controle, além do reequilíbrio muscular (flexibilidade e força).

Os exercícios têm como objetivo restabelecer o alinhamento da região e atenuar os episódios de dor. O crescimento axial dos pacientes é fundamental, porque através deste fundamento ocorre a ativação dos multífidos o que torna a coluna vertebral mais estável.

Outro ponto importante que o instrutor de Pilates deve atentar é a tensão de músculos superficiais durante a prática do método, principalmente esternocleidomastóideo (ECOM) e escalenos. Com o comando verbal o instrutor pode pedir para que o aluno leve suas escápulas para trás e para baixo. Afastando-as de suas orelhas ou imaginando que uma força puxa os braços do aluno em direção aos pés (distalmente).

Este retreinamento escapular também conhecido como estabilização escápulotorácica aumenta a ativação dos músculos serrátil anterior e trapézio inferior (ou trapézio ascendente) que geralmente estão fracos nos pacientes com queixa de dor cervical.

O estudo de Mallin e Murphy (2012) avaliou o efeito dos exercícios do Mat Pilates na dor e função dos pacientes com queixas de dor cervical.

Os 13 participantes tinham idades entre 18 e 60 anos e realizaram os exercícios durante 6 semanas, com ênfase nos princípios do método: respiração e ativação do Power House.

Alguns dos exercícios realizados foram o shoulder bridge e o double leg stretch. O estudo sugeriu que os exercícios de Mat Pilates diminuíram a dor e melhoraram a função da coluna cervical mesmo após 12 semanas que a intervenção tinha sido realizada.

Diante disso, podemos afirmar que o Pilates é um ótimo método para tratamento da dor cervical.